Materiais

Curiosidades básicas necessárias na hora de comprar !!!

 

[ MDF ]

O que é MDF ?

MDF (Medium Density Fiberboard – Fibra de Média Densidade) é um produto ideal para a indústria de móveis, decoração, construção, indústria gráfica, automotiva, caixas de som, publicidade, stands, maquetes, etc.

Características
Sendo conhecido mundialmente e ecologicamente correto, o MDF é um painel de fibras de madeira sendo sua composição homogênea em toda a sua superfície como em seu interior. Graças a sua resistência, estabilidade é possível obter-se excelentes acabamentos em móveis, artesanatos, molduras, rodapés, colunas, balaústres, divisórias, forros. Destaca-se pela possibilidade de ser pintado ou laqueado, podendo ser cortado, lixado, entalhado, perfurado, colado, pregado, parafusado, encaixado, moldurado. Proporcionando, sempre, excelente acabamento tanto com equipamentos industriais quanto com ferramentas convencionais para madeira. O MDF é oferecido com as faces sem revestimento (in natura); com uma ou duas faces com revestimento melamínico (BP) ou finish foil (FF). O MDF é um produto desenvolvido especialmente para uso interior. O produto não deve ser exposto à ação da água nem em ambientes com umidade excessiva. O MDF sai da fábrica isento da presença de insetos, pois sua constituição forma uma barreira efetiva ao ataque da maioria de insetos furadores. Porém, sendo produto derivado da madeira, poderá ser atacado por eles. Nesses casos, é conveniente o tratamento preventivo do local e dos outros materiais onde o MDF será aplicado.


 

[ COMPENSADO ]

A História do Compensado

Atualmente, as lâminas de madeira são amplamente utilizadas, principalmente na produção de compensados e revestimentos. Este produto, entretanto, não surgiu nos atuais tempos modernos, e sim em tempos remotos da civilização. Com base nos recentes conhecimentos históricos, é possível afirmar que a primeira lâmina de madeira foi produzida no Antigo Egito, aproximadamente em 3000 a.C. Eram pequenas peças, obtidas de valiosas e selecionadas madeiras, que se destinavam a confecção de luxuosas peças de mobiliário pertencentes aos reis e príncipes.
As recentes descobertas arqueológicas revelam a existência de peças em madeira que são verdadeiras obras de arte, tais como: O trono encontrado na tumba de Tutancâmon, que reinou de 1361 a 1352 a.C., confeccionado em cedro revestido com finas lâminas de marfim e ébano; uma cama feita em laburno, que apresenta algumas características essenciais do moderno painel de compensado em sua cabeceira. Os estudos dessas valiosas peças de madeira, relacionados as técnicas de produção das lâminas e aos tipos de adesivos empregados, ainda provocam especulações. Acredita-se que as lâminas eram obtidas a partir de serras manuais, e o alisamento da superfície destas através de material abrasivo, provavelmente a pedra-pome. Quanto aos adesivos empregados, é aceita a hipótese de que fossem à base de albumina. As civilizações Assírias, Babilônicas e Romanas, posteriores à Egípcia, também promoveram avanços no uso de laminados e, certamente, com grande influência desta última.

Período Obscuro

A Idade Média é conhecida como o período obscuro, por causa da opressão política e eclesiástica ao pensamento criativo, interesses culturais e atividades artísticas, e isto ocasionou uma longa estagnação na evolução. Esta só ressurgiu no período da Renascença (Europa nos séculos XIV, XV e XVl), principalmente durante o reinado de Luiz XV, quando os trabalhos artísticos em madeira e a laminação reviveram.

Em 1650 as lâminas ainda eram obtidas por meio de serras verticais, mas um forte impulso surgiu a partir da patente da serra circular, em 1777, por Samuel Miller, embora já existissem desde a idade média, e da serra de fita em 1808, por William Newberry. A partir da introdução da serra circular na indústria inglesa em 1805, houve um grande avanço na laminação de madeira, principalmente com o advento da primeira patente de uma serra circular específica para laminação, concedida a um mecânico francês em 1812, e deu seu emprego pela indústria a partir de 1825. estas serras, geravam uma grande quantidade de resíduos, o que levou ao surgimento da primeira máquina laminadora por faqueamento, patenteada por charles Picot em 1834 na França, embora cerca de 30 anos tenham sido necessários para que um modelo suficientemente eficaz e seguro surgisse.

A base do surgimento da indústria de compensados foi o grande progresso na manufatura de lâminas de madeira, principalmente com o surgimento do torno desfolhador , que possibilitou uma produção econômica em massa de lâminas de madeira. A primeira máquina a produzir lâminas contínuas, por faqueamento de toras em torno desfolhador, surgiu em 1818; entretanto, nos E.U.A., existe uma patente de torno laminador de 1840 concedida a Dresser e, na França, outra, concedida a Garand, em 1844, neste processo, as toras possuíam, normalmente, 2m de comprimento e a velocidade de laminação situava-se na faixa de 4 a 5 m/min. Essas máquinas possuíam um ajuste vertical da lâmina de corte, e a barra de pressão já se encontrava em uso.

Pioneirismo

As primeiras indústrias a produzirem lâminas de madeira surgiram na Alemanha em meados do século XIX e, um rápido desenvolvimento e aperfeiçoamento nos tornos laminadores contribuiu para a evolução da indústria de compensados. O emprego das lâminas de madeira torna-se mais significativo a partir dos séculos XVIII e XIX,. quando importantes peças de mobiliário foram confeccionadas, tais como o “Bureau de Campagne” de Napoleão, folheada com jacarandá da Bahia, e a introdução do compensado na feitura de pianos de cauda, realizada por Steinway, um renomado fabricante americano de pianos, em 1860.

Com o advento da Primeira Guerra Mundial, além do surgimento de novos adesivos, houve uma acentuada evolução na produção de lâminas e compensados, devido a utilização destes produtos na área militar.

A construção dos primeiros aviões também utilizou compensado e lâminas de madeira, e alguns deles foram bem famosos como o Fokker D. VII, um Biplano de combate da Primeira Guerra Mundial.

Com o fim da guerra, após 1918, os maiores consumidores de compensados foram a indústria moveleira e os estaleiros, estes últimos voltados para a reconstrução da frota mercante, o que ocasionou um grande crescimento na indústria de laminação.

O derradeiro impulso se deu com o advento da Segunda Grande Guerra Mundial, com o desenvolvimento e automação dos sistemas de produção contínua, proporcionando uma gama crescente de produtos de qualidade superior e menores custos.

Durante o Conflito da Segunda Guerra, a indústria aeronáutica desenvolveu importantes projetos, sendo um dos mais destacados o De Havilland 98 Mosquito, aeronave de ataque inglesa, que possuía a característica de ter sua estrutura inteiramente confeccionada em madeira, e seu forro formado por um sistema semelhante a um compensado, com núcleo de madeira maciça, que proporcionava um conjunto muito estável, dispensando reforços adicionais. Estas características tornavam a aeronave menos vulnerável aos danos de combate, sendo seus painéis facilmente substituíveis quando necessário. De 1941 a 1945 foram produzidas 6.711 unidades, sendo que uma versão atingia velocidade máxima de 670 km/h.

Diversificação

A presente utilização dos produtos de laminação se encontra bem diversificada, por exemplo, nas peças componentes de uma moderna casa de madeira (pisos, forros, paredes internas e externas, telhados…), na confecção de embarcações, na produção de embalagens especiais resistentes a exposição ao tempo, na fabricação de instrumentos musicais e esportivos, assim como na construção civil, que muito emprega o compensado, além de outras possíveis e prováveis aplicações.

Na atualidade, ocorre a tendência da globalização da economia mundial, ocasionando uma nova revolução industrial, compreendendo reestruturações e rápidas modernizações nas indústrias, a fim que estas se tornem aptas a produzir produtos com qualidade superior, menores custos e competitividade no mercado internacional ISO9000 e, logo será intensificada pela Norma ISO 14000.

A indústria de laminação acompanha esta tendência modernizando seus equipamentos e suas técnicas, introduzindo modernas máquinas desenroladoras, capaz de processar toras de até 2 metros de diâmetros com velocidade de 600 giros por minuto, controle computadorizado, carregamento automático e centradores eletrônicos de toras, além do desenvolvimento de sistemas de medição ótica de toras, assim como modernas guilhotinas e de secadores entre outras tantas inovações.


 

[ AGLOMERADO ]

O que é Aglomerado ?
O aglomerado é uma chapa prensada, formada pela concentração de serragem, geralmente de pinus ou eucaliptos, unidas por resina sintética. Não empena e não propaga fogo.

Definição:
Chapa de madeira com miolo composto de pó de serragem, resina e cola, que após passar por processo de prensa se transforma em painel de madeira. Não possui acabamento, portanto, pode receber qualquer tipo de revestimento. Utilizado na fabricação de móveis de encaixe e montados com dispositivo de montagem, cavilhas e cola. Não é recomendado o uso de pregos e parafusos não específicos, devido ao risco de ocorrerem rachaduras.
Dimensões:
Tamanho-padrão de 2,75 m x 1,83 m e espessuras que variam de 0,6 mm a 30 mm.

Aglomerado Folheado:
É o mesmo acima, porém, esse possui acabamento revestido com laminas de diversos tipos de madeira, como Mogno, Cerejeira, Sucupira, Imbuia, Pau Marfim, entre outros.


 

[ LÂMINAS ]

O que é Rádica e Lâminas Pré-Composta?
Em primeiro lugar temos as Lâminas Naturais:
Além de madeiras naturais, um diferencial no revestimento de Aglomerado, MDF ou Compensado pode ser as lâminas naturais ou pré-compostas. As vantagens do uso da lâmina natural são os desenhos e a textura natural de cada espécie vegetal, com suas nuances que só a natureza oferece. O marceneiro pode encontrar opções do produto tingido, o que significa ter a lâmina na cor desejada, com seus desenhos naturais preservados. As medidas das lâminas variam de acordo com a madeira escolhida: a largura fica entre 20 e 70 cm; o comprimento a partir de 2,6 m. Podem-se criar lâminas mais largas com um processo de emenda de duas peças.
Rádica Natural:
A Fabricação da rádica é praticamente igual à lâmina reta, só que o seu corte pode ser feito em galhos, forquilhas, raízes e tronco atravessado. Não temos rádicas naturais mais largas do que 18 cm e comprimento de 1,20 m somente as de tronco que pode chegar até 90 cm de diâmetro.
Processo de corte:
A madeira é extremamente selecionada, que são cozidas em caldeiras especificas, fatiadas em guilhotina multi-corte e a secagem em estufas que aquecem e vaporiza simultaneamente. Este processo é demorado e cuidadoso, pois a perda é de 40% na fabricação fora o transporte até chegar ao uso final.
Lâminas Pré-Compostas:
Outra boa opção para a marcenaria é a lâmina pré-composta, que utiliza madeira reflorestada. Seu processo de fabricação é diferente, pois a matéria-prima é fatiada em lâminas finas, que são prensadas e novamente cortadas. Esse processo cria um desenho chamado linheiro, que possui traços paralelos. Quando esse bloco é novamente prensado e cortado em outro ângulo, o traçado se modifica: e temos a lâmina catedral. O processo pode ainda ser repetido várias vezes, o que possibilita uma variação de padrões praticamente infinita. No quarto corte, por exemplo, o desenho cria a lâmina rádica pré.
Cuidados com a Lâmina Pré-Composta.

Armazenagem:

Umidade: O local deve ser ameno. Na temperatura ambiente
Luz: O ideal é que a lâmina fique em área escura e protegida por lona preta; Por este motivo; não deixem seus móveis a luz do sol e evite colocação de utensílio quente sobre eles.